sexta-feira, 20 de maio de 2016

domingo, 6 de maio de 2012

COMPORTAMENTOS DOS INVESTIDORES DIANTE DOS FATORES PSICOLÓGICOS


Nofsinger, John R. A Lógica do Mercado: Como Lucrar com Finanças Comportamentais. Revisão Técnica de George Wachsmann & Jairo Procianoy. São Paulo - SP: Editora Fundamento Educacional. 152p.

Credenciais do Autor
Jhon R. Nofsinger é doutor professor de finanças na Washington State University, é um dos maiores especialistas do mundo na área de psicologia dos investimentos, finanças internacionais, e Psicologia do investidor. O autor também fez pesquisas para a New York Stock Exchange e é frequentemente entrevistado e citado por veículos de comunicação especializados em economia como Fortune, Business Week e SmartMoney.

Resumo da Obra
No mercado financeiro, precisamente no que tange a investimentos, há uma máxima de que a tomada de decisões é algo racional, desconsiderando alguns fatores psicológicos que afetam diretamente o ambiente financeiro. O livro: “A Lógica do Mercado – Como lucrar com finanças comportamentais”, mostra que os investidores estão sujeitos a tomar decisões muitas vezes pela emoção e não pela razão, analisada através de fatos e pesquisas. São apresentados pelo autor alguns vieses psicológicos que, se não identificados podem ocasionar um impacto negativo nos investimentos pessoais, estendendo-se também ao âmbito financeiro a que se está inserido.
O livro é dividido em dez capítulos onde o autor trata dos fatores psicológicos e os vieses a que estão sujeitos. Em cada um ele exemplifica e mostra de que maneira esses dois pontos afetam nos resultados das escolhas. “Investir é um processo difícil. Envolve coletar informações, analisá-las e, com base nisso, tomar uma decisão.” (Nofsinger, 2006, p.19). O que ocorre é que muitas pessoas possuem excesso de confiança, de modo que na maioria das vezes ao tomar uma decisão de investimento, pulam estas etapas consideradas fundamentais para ter conhecimento de fato sobre a situação. O excesso de confiança fica mais predominante quando as pessoas pensam ter o controle da situação, que de alguma forma, elas poderão interferir no resultado final.

O autor descreve de onde provém o excesso de confiança, muitas vezes formado pela ilusão de conhecimento. Jhon R. Nofsinger (2006) afirma que quanto mais informação, mais conhecimento e consequentemente, maior poder de decisão. Com a internet, o acesso a uma quantidade enorme de informações o maior desafio é saber interpretá-las, e assim extrair informações realmente úteis. Outro viés destacado pelo autor é de que como as pessoas evitam as atitudes que geram arrependimento e como buscam as que causam a satisfação. Na hora de tomar as decisões muitos buscam por  acompanhar a maioria, mesmo que seus estudos sobre e investigações mostre que se deve ir para um lado totalmente oposto do que o mercado está seguindo. Essa atitude é comum, pois se errar a dor do arrependimento se torna menor, pelo fato de não ter sido o único a tomar a decisão errada.

Os investimentos também são influenciados pela interação social dos investidores. Hoje em dia é muito comum falar de investimentos. É por meio da interação social que as pessoas trocam informações sobre o mercado, aprendem sobre assuntos novos e também é uma forma de manter-se atualizado. “Sem dúvida, o ambiente social influencia decisão de investir ou não”. (Nofsinger, 2006, p.107). Esse novo perfil de se falar sobre investimentos proporcionou uma mudança na sociedade onde aumentou o número de pessoas que investem em ações.

É também feita uma abordagem em que as emoções afetam as decisões de investimentos e como saber aproveitar esse viés psicológico para obter bons resultados. Na hora de se fazer a análise de um investimento pessoas bem humoradas têm uma perspectiva positiva quanto a análise, já pessoas mau humor têm uma visão negativa do investimento. Até o brilho do sol afetam as decisões, pesquisadores analisaram retorno dos investimentos em dias de sol e verificaram ao contrário de dias chuvosos ou nublados, esse retorno é bem maior.

Para finalizar, o autor trata do autocontrole na hora de investir que deve ser tratado com muita relevância. Investir requer muita força de vontade e autocontrole. Quando se fala em economizar, partindo do salário mensal é mais difícil do que se poupar subtraindo de um valor alto de uma única vez a cada ano. Para adquirir esse autocontrole e superar os vieses psicológicos que são apresentados no livro, o autor traça algumas estratégias como: entender os vieses, saber por que está investindo, ter critérios quantitativos de investimento, diversificar, e controlar o ambiente de seus investimentos.

Crítica
O livro possui uma abordagem bem explicativa relacionada aos comportamentos psicológicos no mercado financeiro. Entender que por trás de toda racionalidade e “frieza” no mundo financeiro as emoções e os fatores psicológicos afetam na hora de decidir é fundamental para aprender a lidar com tais emoções e não permitir que as mesmas possam “iludir” mesmo diante dos fatos. A obra traz uma clareza relacionada ao comportamento dos investidores e do mercado e mostra caminhos a serem seguidos para lidar de forma positiva em cada situação. Dentre todos os capítulos, o que o autor descreve sobre como a interação social afeta nos investimentos foi o que mais chamou atenção, pois entender que o ambiente social em que está inserido possui influência nas suas escolhas, isso faz repensar em que meio e grupos quer se estar. Muito mais que números, cálculos, indicadores, há no mercado financeiro fatores psicológicos capazes de trazer sucesso ou fracasso nos investimentos e na forma de lhe dar com o mercado, tudo vai depender de como controlar estas emoções e utilizá-las de forma correta.